8 de março de 2007


Migalhas de reflexão

Passei no novo Gula Gula da Rua Henrique Dumont, em Ipanema, que está em soft opening. Very soft indeed. A porteira, muito educada, disse que infelizmente não haveria jantar porque estavam preparando a casa para o dia seguinte. Intrigante.

O restaurante fica em uma casa branca tombada, dos anos 40. Promete ser um dos mais charmosos da rede, que cresce vertiginosamente. Continua simpática, embora os preços tenham subido mais que deveriam. Meu prato da temporada: a taça de camarões, uma espécie de ceviche refrescante, acompanhada de tortillas. Perfeita para os dias sufocantes.

Com minha gula excedente, corri para a Piola logo ao lado, na Paul Redfern. A pizzaria italiana agrada aos olhos, com suas luminárias coloridas e paredes desenhadas. Nem tanto ao palato: a massa crua e molenga é indigna de uma boa pizza. Um forno mais quente resolveria. Lugar para aniversários e noites festivas, sem preocupações gastronômicas.

De sobremesa, fiquei pensando no fantasma da caveira de burro. Os donos de restaurantes dizem que ela não existe. E fazem muxoxo de quem afasta uma superstição. Mas como explicar aquela loja na esquina da Paul Redfern com Prudente de Morais? O lugar já foi creole (La Brise), arrojado (Z Contemporâneo) e borbulhante (Xampanheria), entre outras encarnações. Nada dá certo. Agora fica na penumbra, assustando quem passa. Buuuuuuuuuu...

2 comentários:

Maria disse...

Impressionante!!! Acho que nem missa dos Capuchinhos e banho de sal grosso tiram a fama de caveira de burro daquela esquina. Engraçado que existem lugares que desencantam. Onde era a Brasserie, também chamavam de caveira, mas está lá o Guimas fazendo maior sucesso.
Beijocas
Maria

Rubia disse...

Mr. Pig,
vc sabia que em Roma dizem que a pizza fica no forno (quentíssimo, claro) pelo tempo em que o cozinheiro consegue prender o fôlego? Assim a massa finíssima fica crocante e o molho continua líquido. infelizmente por aqui a gente ainda come mais massa de pão do que pizza de verdade, não?
beijo